Alexandre Garcia: Quem pede propina é igual a quem devasta a natureza

Fiscais que deveriam analisar o risco ambiental de construções estão envolvidos em golpes aplicados no mercado imobiliário.



Os fiscais que deveriam analisar o risco ambiental de construções estão envolvidos em golpes aplicados no mercado imobiliário. Essa quadrilha age entre fiscais, segundo a polícia, e assessores de políticos.

Segundo a polícia estadual que investiga dois ex-encarregados do meio ambiente da prefeitura de São José, na Grande Florianópolis, eles já pediram R$ 300 mil para que não fosse embargada a obra de um shopping na cidade.

O autor da ameaça que pedia R$ 300 mil a um supermercado é um suposto assessor parlamentar. Pelo jeito, tem mais gente envolvida, inclusive um aposentado que vai dar a última tacada.

O Ibama deve ter um trabalho enorme para fiscalizar “fiscais desonestos” que tem sido flagrados quase sempre da mesma forma, em gravação de áudio e vídeo no momento em que recebem a propina.

Eles agem mais na Amazônia e do que no Sul, como o Bom Dia Brasil mostrou. Em janeiro, por exemplo, a Polícia Federal prendeu um fiscal em Mato Grosso recebendo R$ 20 mil de um total de R$80 mil que exigiram para anular uma multa de R$ 2,3 milhões.

Em maio, em Campo Grande, foram presos pela Policia Federal dois fiscais do Ibama, recebendo R$ 5 mil de um madeireiro a quem haviam exigido R$ 50 mil. Em todos os casos, os encontros foram gravados. Fiscal que pede propina é uma praga tão nociva quanto aquele que devasta a natureza.

Fonte: Jornalfloripa.com.br

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