Empresários brasileiros dos sectores imobiliário e turístico querem mão-de-obra portuguesa

Empresários brasileiros dos sectores imobiliário e turístico querem mão-de-obra portuguesa

Empresários brasileiros do sector do imobiliário residencial e turístico lembraram hoje em Lisboa que o Brasil se debate com grande falta de mão-de-obra, considerando a experiência dos trabalhadores portugueses uma mais-valia para o crescimento do país.
"Não temos mão-de-obra. Não só qualificada, mas também sem ser qualificada", disse à agência Lusa Filipe Cavalcante, presidente da ADIT - Associação para o Desenvolvimento do Imobiliário e Turismo do Brasil, adiantando que essa falta se nota na maioria das áreas de actividade.
"Há meses que procuro 30 pedreiros. E são pedreiros, o que dirá engenheiros", adiantou Cavalcante, considerando "muito interessante" o actual movimento de portugueses para o Brasil. "Acredito que nos próximo anos será um elo que se fortalecerá entre o Brasil e Portugal. Além de falarmos a mesma língua, [Portugal] tem uma experiência que pode ser muito válida no desenvolvimento do Brasil", acrescentou.
Filipe Cavalcante falava à agência Lusa à margem de um seminário que hoje juntou num hotel de Lisboa empresários portugueses e brasileiros do sector do imobiliário residencial e turístico.
O seminário faz parte do programa de uma missão a Portugal de 20 empresários brasileiros para visitas técnicas e troca de experiências com congéneres portugueses.
"Nesta missão temos vários empresários que querem lançar empreendimentos integrados e bairros residenciais planeados, onde não há qualquer tipo de experiência dos profissionais brasileiros enquanto que em Portugal essa experiência existe. Por isso, acho que há muito espaço para parcerias", disse.
No mesmo sentido, Sérgio Villas Bôas Pereira, presidente do grupo urbanístico Cipasa, de São Paulo, identificou "uma falta muito grande" de mão-de-obra, especialmente na área das engenharias.
Adiantando que na sua empresa, cerca de 5 por cento dos 100 trabalhadores são portugueses ou espanhóis, Sérgio Pereira defendeu paralelamente a aposta na qualificação da força laboral brasileira.
"Os portugueses e espanhóis são muito bem-vindos porque são bastante qualificados e muito bem preparados. Acredito que a Espanha e Portugal vão superar esse momento de forma talvez até mais rápida do que se imagina, mas por enquanto será de grande valia tê-los connosco para fortalecer o crescimento que estamos a viver", disse.
Também Valério Gomes Neto, do empreendimento Pedra Branca, se queixou da falta de mão-de-obra.
"O Brasil ressente-se de falta de mão-de-obra qualificada", disse o empresário que está a construir em parceria com o grupo português Espírito Santo uma urbanização com 300 hectares, projectada para 35 mil pessoas, em Florianópolis.
Adiantando que faltam sobretudo engenheiros, Valério Gomes Neto disse acreditar que muito dos empresários que integram a missão tem a expectativa de "interessar algum engenheiro português" que queira ir para o Brasil.
"A engenharia civil portuguesa é muito boa e não tenho dúvida que esse interesse existe por parte dos empresários brasileiros porque há uma falta muito grande de engenheiros no Brasil", sublinhou.
Sobre a visita a Portugal, que decorre entre 11 e 18 de Fevereiro, Valério Gomes Neto mostrou-se particularmente impressionado com o trabalho de urbanismo do Parque das Nações, Alta de Lisboa e Taguspark, que os empresários visitaram.

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