Florianópolis é única cidade do Brasil onde a alta do preço dos imóveis não foi menor que a inflação

O preço médio do metro quadrado de imóveis residenciais prontos anunciados em 20 cidades brasileiras subiu 0,13% em julho ante o mês anterior, na nona alta seguida abaixo da inflação, de acordo com o índice FipeZap Ampliado divulgado nesta quarta-feira. O comportamento dos preços tem sido influenciado pela restrição do crédito imobiliário, queda da renda e aumento do desemprego, com impacto sobre os estoques e os cancelamentos de vendas das incorporadoras. No ano até julho, o índice FipeZap ampliado registrou um crescimento acumulado de 1,51%. No mesmo período, a inflação esperada para o IPCA (IBGE) é de 6,79%. Dessa maneira, o preço médio anunciado do metro quadrado para venda nas 20 cidades pesquisadas aumentou sua queda real para 4,94% em 2015. O Índice FipeZap Ampliado é compilado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a partir dos anúncios de venda no site Zap.

Com exceção de Florianópolis, todas as outras cidades que compõem o Índice FipeZap registraram variações menores do que a inflação, sendo que Niterói, Brasília e Curitiba tiveram queda nominal nesse mesmo período. "Nossa expectativa para os próximos meses é de continuidade deste processo de queda de preço, uma queda não mais acentuada do que a gente está observando", disse o presidente-executivo do portal imobiliário ZAP, Eduardo Schaeffer. Ele acrescentou que espera recuo de 5% no primeiro semestre de 2016, mesma taxa prevista para o acumulado de 2015. Na comparação com o mesmo mês de 2014, o indicador teve alta de 4,03% e no ano até julho, o índice registra avanço de 1,51%. O IPCA-15, a prévia da inflação oficial do país, desacelerou a 0,59% em julho, mas em 12 meses ultrapassou 9% pela primeira vez em 11 anos e meio. Entre as 20 cidades pesquisadas, cinco tiveram queda de preços na comparação mensal: Rio de Janeiro (-0,11%), Belo Horizonte (-0,14%), Curitiba (-0,14%), Vila Velha (-0,50%) e Niterói (-0,12%). Apenas Florianópolis e Vitória tiveram elevação mensal maior que a do IPCA. "O comportamento do Rio de Janeiro e em breve o de São Paulo, Campinas... é que vai ditar as regras nos próximos meses, de uma pequena queda nominal, o que dá uma queda real razoável", disse.

Na comparação anual, com exceção de Florianópolis, houve perda real de preços nas demais cidades, com recuo nominal em Brasília. O preço médio do metro quadrado nas 20 cidades pesquisadas foi de R$ 7.614. No Rio de Janeiro, apesar da queda em julho, o valor continua sendo o mais alto do país, de R$ 10.631, com o maior valor do metro quadrado chegando a R$ 23.222, no bairro do Leblon. Em São Paulo, onde o aumento mensal foi de 0,1%, o preço médio do metro quadrado foi de R$ 8.602, sendo Vila Nova Conceição o bairro mais caro, exibindo valor médio de R$ 15.241. Os dois municípios com os menores preços são Contagem (R$ 3.568) e Goiânia (R$ 4.183).

Fonte: Globo.com

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