Mudança no FGTS pode encarecer crédito imobiliário

Uma eventual mudança do indexador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço poderia encarecer o crédito imobiliário e prejudicar as pessoas de renda menor no País, de acordo com o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Hereda.

Em exposição feita na subcomissão temporária do FGTS no Senado, Hereda afirmou que uma alteração do fator de correção atual, de TR mais 3%, para o IPCA elevaria o juro do empréstimo da casa própria de 9,8% para 14,3% ao ano.

Nessa hipótese, a parcela de um financiamento habitacional para a população de baixa renda subiria, por exemplo, de R$ 475 para R$ 634. Hereda explicou que a mudança do indexador beneficiaria principalmente quem tem elevado saldo na conta do FGTS.

O presidente da Caixa também vê com ressalva uma eventual diversificação no uso da destinação do FGTS, outra hipótese em estudo na subcomissão. Para ele, é preciso se pensar no equilíbrio atuarial.

No ano passado, foram arrecadados R$ 72 bilhões e sacados R$ 57 bilhões. E os saques ficaram em torno de 80% da arrecadação. Segundo Hereda, não haveria muita margem para mudar a carteira de investimentos do fundo.

"Ele (o fundo) não é tão grande que possa dar conta de tudo que fazemos hoje e mais alguma coisa", afirmou. "Não há espaço para se colocar mais demanda no fundo. É importante que, quando se decida (mudar), se decida pensando nisso", argumentou. (com informações de Diário do Nordeste CE)

Fonte: www.BahiaNoticias.com.br

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