O caminho para financiar a casa própria - SC

O caminho para financiar a casa própria

Fonte: Diario Catarinense

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Com a concorrência acirrada entre bancos públicos e privados, ganha o consumidor, que vê diminuir a burocracia e até algumas taxas da negociação

Há mais dinheiro e mais opções de financiamento imobiliário no mercado. A concorrência entre bancos está diminuindo a lista de documentos exigidos, especialmente entre os privados, e influenciando na queda de algumas taxas de juros.

Em Santa Catarina, no ano passado, a quantidade de recursos para a compra de imóveis aumentou 49,8% na Caixa Econômica e 278,4% no Banco do Brasil. A projeção para este ano é de que o crescimento fique em 30%, no caso da Caixa, e de que dobre de tamanho no BB.

A Caixa bateu recorde, em 2010, no volume de financiamentos no país e em SC. No Estado, foram fechados, em média, 232 novos financiamentos por dia útil, o que resultou em quase R$ 3,5 bilhões para financiamentos. Responsável por aproximadamente 70% dos negócios envolvendo o acesso à casa própria no país, a Caixa também registra um baixo índice de inadimplência: 1,3% em dezembro.

Para este ano, com o corte de R$ 5,1 bilhões no Programa Minha Casa, Minha Vida, anunciado na semana passada pelo governo federal, o superintendente regional da Caixa em Florianópolis, Roberto Ceratto, revisou a projeção de crescimento de 40% para 30%. Com a mudança, Ceratto acredita em um resultado que some entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões.

A maior parte dos financiamentos da Caixa compreende imóveis de valor relativamente baixo: 81% dos contratos de unidades avaliadas em até R$ 100 mil no país são feitos pela Caixa Econômica. E SC segue esta média, segundo Ceratto.

Apesar do volume registrado no ano passado no Estado ser recorde, o desempenho demonstra um crescimento menor do que aquele registrado em 2009.

– Avaliando os anos anteriores, crescíamos sempre na faixa de 40% ou 50%. Em 2009 tivemos um salto porque começou o Minha Casa, Minha Vida. Foi o ano em que tivemos o maior número de contratações do programa – salienta Ceratto.

No mercado do financiamento imobiliário de SC desde julho de 2008, o BB disponibilizou, no ano passado, R$ 103,3 milhões para os catarinenses – R$ 76 milhões a mais do que o banco havia colocado no mercado no ano anterior.

Dividindo o resultado acumulado pelo banco desde 2008 e até o final de 2010 pelo número de contratos firmados, a média de cada financiamento, no período, foi de quase R$ 100 mil. Comparando apenas os meses de janeiro de 2011 com janeiro de 2010, o banco passou de um resultado de R$ 4 milhões para R$ 11 milhões – um crescimento de 175%.

– A meta é de, no mínimo, dobrar a nossa carteira de crédito imobiliário em Santa Catarina este ano – projeta Ion José de Souza Filho, gerente de mercado pessoa física do banco no Estado.

24 dias de espera para assinar o contrato

O casal Amélia Cristina Moura, 43 anos, e Ricardo, 44, fechou contrato para financiamento da casa própria com o Banco do Brasil. Casal de funcionários públicos acostumado a mudar de cidade devido a transferências, eles esperaram até as últimas eleições para bater o martelo e, em 24 dias, conseguiram o financiamento.

– Vimos muitas opções de casas e, quando nos decidimos, percebemos que faltava dinheiro para fechar o negócio. Ouvimos que era uma burocracia danada para conseguir um financiamento, por isso nos surpreendemos com o resultado – avalia Amélia, que financiou 30% do valor do imóvel para pagar em 15 anos.

A escolha da propriedade, em São José, foi determinada pelo tamanho do terreno e a vista privilegiada para a Capital. O quintal grande, com árvores, churrasqueira e piscina será perfeito, segundo o casal, para as brincadeiras das duas filhas. Após a compra da propriedade, no final de dezembro do ano passado, o casal iniciou uma reforma na casa, prevista para terminar até o final deste mês, quando Amélia e uma das filhas fazem aniversário.

Além dos dois bancos públicos, instituições privadas do sistema financeiro também disponibilizam linhas de financiamento imobiliário. Entre os bancos que tiveram o maior crescimento no ano passado, Itaú, Bradesco, Santander e HSBC buscam mais espaço neste segmento (veja quadro na página ao lado). Por uma questão estratégica, estas instituições privadas não costumam divulgar dados regionais de desempenho.

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ALESSANDRA OGEDA

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