Placas de rua terão iluminação e minibiografia


[O Estado de S. Paulo]

Ideia é instalar as sinalizações na medida em que as antigas precisem de conserto

Três anos depois de trocar as suas 72 mil placas de ruas, a Prefeitura de São Paulo adotará de novo um modelo diferente para identificar as vias paulistanas. Agora, as placas ganharão uma minibiografia das pessoas que batizam as ruas. Avenidas como 23 de Maio também terão explicações de sua importância - uma determinação já prevista na legislação, mas que não foi seguida na última remodelação da sinalização, em 2007.

A SP Urbanismo, empresa ligada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU), também estuda implementar uma placa iluminada por dentro, como as que existem no Rio e em capitais europeias. "Essa mudança serve para atender a uma disposição que já está na legislação, é preciso ter essa informação sobre o nome da rua", diz Regina Monteiro, presidente da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), que faz parte da SP Urbanismo. "Também queremos instalar placas com iluminação interna, mas para isso talvez precisemos de um parceiro, por causa do custo elevado do projeto."



As principais artérias estruturais da cidade serão as primeiras a ganhar novas placas, ainda neste ano. A mudança da sinalização deve custar cerca de R$ 2 milhões e ocorrer aos poucos. A ideia da Prefeitura é trocar as placas na medida em que precisarem de consertos ou substituição por causa de vandalismo. Cada placa de rua custa cerca de R$ 400 e o conjunto inteiro, com o poste, vale R$ 600. "Não será tudo de uma vez, vamos trocar de acordo com o manutenção normal delas", diz Regina.

Paisagem urbana. A Avenida Professor Luiz Ignácio Anhaia Mello, na zona leste, foi escolhida para ilustrar o primeiro protótipo da nova placa. Os padrões e as fontes continuam os mesmos, em Helvética - a única mudança está realmente na pequena linha branca, com a minibiografia em não mais de quatro centímetros de altura. Além da Anhaia Mello, as ruas escolhidas para ganhar as novas placas ainda neste ano devem ser aquelas mais importantes e reconhecíveis em suas regiões, como as Avenidas Brigadeiro Luís Antônio e Faria Lima, ambas na zona sul.

Além da mudança nas placas, a equipe da SP Urbanismo está debruçada nos primeiros esboços do que será o Plano Diretor da Paisagem Urbana - um conjunto de regras para evitar que novos empreendimentos imobiliários ou intervenções artísticas mudem a paisagem da cidade e obstruam a vista de marcos urbanísticos. O projeto de lei servirá para proteger os traços históricos da capital e deve ser enviada para a Câmara no ano que vem.

O plano é uma espécie de segunda fase da Lei Cidade Limpa, a principal vitrine da gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM). A Prefeitura agora pretende disciplinar tanto a iluminação das ruas - criando um padrão para a intensidade da luz e o tamanho dos postes - quanto criar benefícios para que os proprietários de imóveis reformem suas fachadas. "Vamos realizar questionários em todas as regiões de São Paulo até o fim do ano", diz Regina Monteiro. "Queremos saber o que o paulistano acha do espaço onde mora, o que ele não gosta, o que realmente gosta e que mudanças ele gostaria de ver. Com isso, vamos planejar melhor a paisagem da nossa cidade."

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